Investidor corrige taxa futura na bolsa

Postado por Ricardo Schwalfemberg

A sinalização explícita do Banco Central (BC), por meio da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), de que a Selic caminha para menos de 10%, levou os juros negociados no mercado futuro da BM&F à maior queda em quase quatro meses.

Brasil Econômico – SP – 27/01/2012

Ajuste nos contratos futuros de juros na BM&F  provocou maior queda de DIs em quatro meses    Os contratos de Depósito  Interfinanceiro (DI) projetam que  a Selic cairá para 9,5% até maio    Priscila Dadona*  pdadona@brasileconomico.com.br    A sinalização explícita do Banco  Central (BC), por meio da ata do  Comitê de Política Monetária  (Copom), de que a Selic caminha para menos de 10%, levou  os juros negociados no mercado  futuro da BM&F à maior queda  em quase quatro meses. Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) projetam que a taxa Selic  cairá para 9,5% até maio. Atualmente a Selic está em 10,5%.  Os investidores brasileiros  também reagiram ontem ao comunicado do Federal Reserve  (Fed, banco central americano), divulgado na quarta-feira,  mostrando que os juros americanos, entre 0% e 0,25%, continuarão em patamares baixos  por, pelo menos, até o final de  2014. A reação do mercado foi  sentida somente ontem porque  a bolsa de valores brasileira ficou fechada na

 data do anúncio  devido ao feriado do aniversá-  rio da cidade de São Paulo.  De acordo com especialistas,  essa postura do Fed reforçou expectativas de que mais liquidez  flua para mercados financeiros,  principalmente os emergentes,  que oferecem rentabilidade  maior. Neste caso, o Brasil desponta como um dos destinos  preferidos já que com uma Selic  a 9,5% e a inflação projetada para este ano de 5,32% (segundo o  Boletim Focus) chega ao menor  juro real da história: 3,97%.  “Essa projeção já está se refletindo na curva dos juros futuros  com queda expressiva dos prê-  mios, sobretudo na curva mais  curta dos DIs”, afirma Eduardo  Velho, economista-chefe da  Prosper Corretora. Ontem, o  contrato para janeiro de 2013  caiu 0,19 ponto percentual, passando de 9,64%. Os DIs para janeiro de 2017 também despencaram para 10,99%.  Segundo Tatiana Pinheiro,  economista do banco Santander, desde a última sexta-feira  o mercado de juros vinha precificando uma taxa de juros próxima a

  um dígito. O DI para janeiro de 2013, por exemplo, mostrava uma taxa de 9,88%. “É ló-  gico que, com a ata, caiu mais  ainda ”, diz Tatiana. “Faz com  que o mercado aposte num ciclo de corte de juros menor. Já  tínhamos a expectativa de que a  Sel ic chegar ia a 9,5%, com  mais três cortes de 0,5 ponto  percentual, mas com a divulga-  ção da ata ficamos mais confortáveis com nossas projeções”,  c o m p l e t a  V e l h o . *Co m  Bloomberg e Reuters Brasil Econômico – SP – 27/01/2012

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