Postado por Ricardo Schwalfemberg
Os fundos de investimento, principal veículo para os poupadores terceirizarem a gestão de seu dinheiro, terão de apresentar um folheto conciso e de fácil entendimento detalhando as principais informações sobre seus custos e o risco das aplicações. A nova publicação, que entra em vigor no segundo semestre, terá de explicitar o valor das taxas de administração, que é a remuneração do banco para “cuidar” do dinheiro do cliente.
Folha de S. Paulo – SP – 30/01/2012
Fundos terão folheto ‘amigável’ com dados sobre custos e riscos
Nova exigência da CVM entra em vigor no 2º semestre visando mais transparência
DE SÃO PAULO
Os fundos de investimento, principal veículo para os poupadores terceirizarem a gestão de seu dinheiro, terão de apresentar um folheto conciso e de fácil entendimento detalhando as principais informações sobre seus custos e o risco das aplicações.
A nova publicação, que entra em vigor no segundo semestre, terá de explicitar o valor das taxas de administração, que é a remuneração do banco para “cuidar” do dinheiro do cliente.
Também terá de deixar claro se cobra pela performance, que é um percentual do ganho do cliente, e pelo “carregamento”, valor descontado de aportes comuns na previdência privada.
Os gestores terão ainda de prestar informações mensais sobre diversificação de investimentos e a exposição a riscos, simulando o que ocorreria com suas cotas se houvesse uma variação inesperada (de 25% e de 50%) do dólar, da Bolsa e dos juros.
O objetivo é permitir que os aplicadores comparem com facilidade as diferentes opções de investimento dentro e fora do seu banco.
“A ideia é ter um documento resumido”, diz Daniel Maeda Bernardo, gerente de registros e de autorizações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O folheto amigável terá um formato padronizado pela própria CVM.
Hoje, a maioria dos fundos tem esses folhetos, mas as informações são dispersas e nem sempre é possível comparar o desempenho.
PRESTAÇÃO DE CONTAS
O perfil mensal do fundo não fará parte de comunicação com o cliente cotista, mas ficará disponível para consultas no site da CVM.
Segundo Bernardo, além de aumentar a transparência, as novas exigências de prestação de informações vão facilitar o trabalho de fiscalização da indústria de fundos.
O setor deve debater neste ano a revisão geral de sua regulação. O foco da revisão será reforçar os mecanismos de controles internos e de certificação da qualidade dos serviços e dos profissionais.Folha de S. Paulo – SP – 30/01/2012